O que determina o valor de uma idéia?
Quais são os códigos?
Por que haver territórios???
Como uma estrutura criativa pode viver dentro de uma estrutura capitalista?
A partir das indagações do próprio Jum Nakao, Carla Mendonça e Juliana Pontes teceram reflexões de forma fluida e dialogada. A conversa com as duas aconteceu no final da manhã do dia 10/11, no "Multiespaço" Museu das Telecomunicações / Oi Futuro, em BH.
O trabalho de Nakao abre-se como espaço crítico sobre o próprio fazer.
Carla fala da perspectiva da moda.
Juliana fala da perspectiva do design, da superfície.
Para Juliana: a moda é uma questão reflexiva e crítica, na perspectiva dessa coleção de Nakao (que não é mercadológica).
Para Carla: trata-se do efêmero da moda no sentido literal. Link para uma discussão do "fast fashion", do descartável, roupas que não são feitas para durarem, pois já se encontram em um espaço de certo "desgaste simbólico".
Carla faz outro link, dessa vez, para o filme de W. Wenders "Caderno de notas sobre roupas e cidade". Questões sobre a identidade da imagem, da moda, da cidade são levantadas.
Juliana observa o trânsito entre várias áreas técnicas e estéticas: o corte a laser, o uso do papel vegetal ao invés do tecido, o origami (arquitetura em papel que sugere uma certa fragilidade que engessa a pessoa e não coporta as marcas do corpo).
terça-feira, 20 de novembro de 2007
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
COLEÇÃO DE ARTISTAS
Já tem um tempinho que não publicamos nada, o que não significa que estávamos paradas. (Muitas muitas coisas estavam sendo ARTICULADAS).
Bem, a novidade agora é a chegada de um novo parceiro, o Oi Futuro.
As atividades da parceria começam com o primeiro encontro da série "Coleção de Artistas", no próximo sábado, dia 10 de novembro, às 10:30 horas da manhã, no multiespaço anexo ao Museu das Telecomunicações// Oi Futuro. Nesse espaço (que é bacanérrimo!!), uma designer e uma pesquisadora da moda vão se juntar para fazer uma análise pública da obra do estilista e artista plástico Jum Nakao.
(Juliana Pontes é a designer e Carla Mendonça a pesquisadora da moda.)
Em breve, outros posts com mais anotações.
Todos estão convidados!
Bem, a novidade agora é a chegada de um novo parceiro, o Oi Futuro.
As atividades da parceria começam com o primeiro encontro da série "Coleção de Artistas", no próximo sábado, dia 10 de novembro, às 10:30 horas da manhã, no multiespaço anexo ao Museu das Telecomunicações// Oi Futuro. Nesse espaço (que é bacanérrimo!!), uma designer e uma pesquisadora da moda vão se juntar para fazer uma análise pública da obra do estilista e artista plástico Jum Nakao.
(Juliana Pontes é a designer e Carla Mendonça a pesquisadora da moda.)
Em breve, outros posts com mais anotações.
Todos estão convidados!
sábado, 1 de setembro de 2007
OFICINA DE DIÁRIOS DE CRIAÇÃO - CICLO DE DEBATES E OFICINAS Nº 2
Papéis de presente, paninhos, texturas e gramaturas diversas, linhas, fitas. Tesoura, estilete, lápis, borracha, cola, agulha. Essa foi a listinha de materiais que Josana Matedi, a professora convidada para a 2ª rodada do Ciclo de debates e oficinas, nos encomendou.
Josana é arquiteta formada pela UFMG e mestre em Comunicação Social pela mesma instituição. Além da atividade de professora no ensino superior e dos trabalhos inventidos que desenvolve nas áreas de trânsito entre a comunicação, a arquitetura, a moda e as artes plásticas, ela ainda arruma tempo para fazer uma segunda graduação, na Escola Guignard, da UEMG.
A oficina de diários de criação tem como objetivo oferecer aos alunos do curso técnicas específicas de construção de diários de criação, bem como motivar uma discussão acerca da importância da sistematização do processo criativo em um suporte material.
Fica, então, o lembrete: dia 03/09, próxima segunda, das 19 às 22:30 h, no IEC - Pça da Liberdade, oficina de diários de criação com Josana Matedi.
Um abraço a todos e até lá!
Josana é arquiteta formada pela UFMG e mestre em Comunicação Social pela mesma instituição. Além da atividade de professora no ensino superior e dos trabalhos inventidos que desenvolve nas áreas de trânsito entre a comunicação, a arquitetura, a moda e as artes plásticas, ela ainda arruma tempo para fazer uma segunda graduação, na Escola Guignard, da UEMG.
A oficina de diários de criação tem como objetivo oferecer aos alunos do curso técnicas específicas de construção de diários de criação, bem como motivar uma discussão acerca da importância da sistematização do processo criativo em um suporte material.
Fica, então, o lembrete: dia 03/09, próxima segunda, das 19 às 22:30 h, no IEC - Pça da Liberdade, oficina de diários de criação com Josana Matedi.
Um abraço a todos e até lá!
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Delírio e rigor nas obras de Peter Greenaway e Arthur Bispo do Rosário
A Profa. Maria Esther Maciel, da Faculdade de Letras da UFMG, foi a palestrante convidada para inaugurar os eventos do Ciclo de Debates do segundo semestre de 2007.
O convite se deu em função da perspectiva transdisciplinar das pesquisas desenvolvidas pela Profa. Maria Esther que promove, em seus ensaios críticos, instigantes encontros entre diferentes sistemas semióticos: literatura, cinema, artes plásticas etc.
Na costura de diferentes linguagens, a pesquisadora possui um interesse especial por processos criativos cuja proposta estética se concentra na memória representada por palavras, imagens, objetos. Nessa perspectiva, a autora pesquisou, por exemplo, os “inventários de mundo” do escritor argentino Jorge Luis Borges, do cineasta britânico Peter Greenaway e do artista brasileiro Arthur Bispo do Rosário.
Em sua palestra para o curso Processos Criativos, Maria Esther apresentou uma análise comparativa entre as poéticas de Greenaway e Bispo apontando pontos convergentes nos procedimentos de criação desses artistas, aparentemente tão dissonantes. Essas convergências podem ser mapeadas a partir do trabalho de catalogação empreendido por Bispo em suas obras seriais e por Greenaway ao longo de sua cinematografia, em especial, em seu último projeto As maletas de Tulse Luper.
A professora enfatiza que os “catálogos narrativos” de Bispo não surgiram de uma proposta estética, nem muito menos de um empreendimento intelectual, já que Bispo nem mesmo admitia ser chamado de artista e não teve oportunidade de estabelecer nenhum contato com referenciais estéticos. Como psicótico, internado em um hospital psiquiátrico durante mais de trinta anos, o artista acreditava que todas as suas coleções de objetos guardavam uma memória do mundo e que, após o juízo final, tais objetos voltariam a povoa-lo.
Já Greenaway produz obras seriais de princípios taxionômicos a partir de um sofisticado e híbrido arsenal estético, circulando nos redutos intelectuais e artísticos mais cults.
Para resumir, sobre o trânsito entre caos e ordem da produção dos referidos artistas, Maria Esther enfatiza que “um faz do rigor um delírio; o outro extrai do delírio o rigor”.
O convite se deu em função da perspectiva transdisciplinar das pesquisas desenvolvidas pela Profa. Maria Esther que promove, em seus ensaios críticos, instigantes encontros entre diferentes sistemas semióticos: literatura, cinema, artes plásticas etc.
Na costura de diferentes linguagens, a pesquisadora possui um interesse especial por processos criativos cuja proposta estética se concentra na memória representada por palavras, imagens, objetos. Nessa perspectiva, a autora pesquisou, por exemplo, os “inventários de mundo” do escritor argentino Jorge Luis Borges, do cineasta britânico Peter Greenaway e do artista brasileiro Arthur Bispo do Rosário.
Em sua palestra para o curso Processos Criativos, Maria Esther apresentou uma análise comparativa entre as poéticas de Greenaway e Bispo apontando pontos convergentes nos procedimentos de criação desses artistas, aparentemente tão dissonantes. Essas convergências podem ser mapeadas a partir do trabalho de catalogação empreendido por Bispo em suas obras seriais e por Greenaway ao longo de sua cinematografia, em especial, em seu último projeto As maletas de Tulse Luper.
A professora enfatiza que os “catálogos narrativos” de Bispo não surgiram de uma proposta estética, nem muito menos de um empreendimento intelectual, já que Bispo nem mesmo admitia ser chamado de artista e não teve oportunidade de estabelecer nenhum contato com referenciais estéticos. Como psicótico, internado em um hospital psiquiátrico durante mais de trinta anos, o artista acreditava que todas as suas coleções de objetos guardavam uma memória do mundo e que, após o juízo final, tais objetos voltariam a povoa-lo.
Já Greenaway produz obras seriais de princípios taxionômicos a partir de um sofisticado e híbrido arsenal estético, circulando nos redutos intelectuais e artísticos mais cults.
Para resumir, sobre o trânsito entre caos e ordem da produção dos referidos artistas, Maria Esther enfatiza que “um faz do rigor um delírio; o outro extrai do delírio o rigor”.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
CICLO DE DEBATES Nº 1
O primeiro encontro do Ciclo de Debates e Oficinas do curso Processos criativos em palavra e imagem acontece hoje. Teremos o privilégio de ter como palestrante a professora Maria Esther Maciel da Faculdade de Letras da UFMG. (Ela é mestre em Literatura Brasileira pela UFMG e doutora em Literatura Comparada pela mesma instituição, com Pós-Doutorado em Cinema pela Universidade de Londres).
No encontro de hoje, Maria Esther vai nos apresentar uma rica discussão com base em sua pesquisa sobre o último trabalho do cineasta Peter Greenaway, As Maletas de Tulse Luper. Ela também deve mencionar a obra de Arthur Bispo do Rosário. O ponto comum desses dois eixos de discussão é "A memória das coisas", título de um de seus livros que apresenta reflexões sobre literatura, cinema e artes plásticas.
Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho da escritora e pesquisadora pode acessar o link indicado neste post.
Um abraço,
Renata e Tailze.
OBS: Ontem pudemos conhecer mais de perto a nossa segunda turma. A turma tem a cara do curso: designers gráficos, publicitários, jornalistas, videomakers, web designers. Todos com muita vontade de criar e ampliar o repertório.
No encontro de hoje, Maria Esther vai nos apresentar uma rica discussão com base em sua pesquisa sobre o último trabalho do cineasta Peter Greenaway, As Maletas de Tulse Luper. Ela também deve mencionar a obra de Arthur Bispo do Rosário. O ponto comum desses dois eixos de discussão é "A memória das coisas", título de um de seus livros que apresenta reflexões sobre literatura, cinema e artes plásticas.
Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho da escritora e pesquisadora pode acessar o link indicado neste post.
Um abraço,
Renata e Tailze.
OBS: Ontem pudemos conhecer mais de perto a nossa segunda turma. A turma tem a cara do curso: designers gráficos, publicitários, jornalistas, videomakers, web designers. Todos com muita vontade de criar e ampliar o repertório.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
BOAS VINDAS
Hoje começam as aulas da segunda turma do curso "Processos criativos em palavra e imagem".
Gostaríamos de dar as boas-vindas aos nossos novos alunos!
Esperamos que a vivência de vocês no curso seja rica e prazerosa.
Um abraço,
Renata e Tailze.
Gostaríamos de dar as boas-vindas aos nossos novos alunos!
Esperamos que a vivência de vocês no curso seja rica e prazerosa.
Um abraço,
Renata e Tailze.
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